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A LGPD em vigor – O que muda para as empresas

A LGPD é a sigla para Lei Geral de Proteção de Dados, uma nova lei brasileira onde são estabelecidas regras sobre coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados pessoais, impondo mais proteção e penalidades para o não cumprimento.

Quando falamos de privacidade virtual, especialmente para os usuários que utilizam redes sociais com frequência, a LGPD é um dos assuntos mais relevantes. Caso sua empresa trate informações de pessoas físicas, ela deve se adequar à lei. Sendo assim, é importante que as empresas estejam preparadas para lidar, o mais rápido possível, com a nova lei e se adaptar as suas operações, rotinas e políticas. Essa legislação atinge companhias de todos os setores e portes, mas principalmente grandes empresas.

Como as empresas devem se preparar para a LGPD?

1 – Você precisa compreender como sua empresa está adequada e se realiza um bom tratamento de dados. Neste caso, serão necessários dois perfis de profissionais: um responsável por tecnologia, e outro responsável pela parte jurídica e que domina a nova lei.

2 – Em seguida será realizada a parte prática: permitir uma soberania do titular dos dados. Ou seja, deve permitir que o titular ou usuário de qualquer serviço, online ou offline, tenha o controle sobre os seus dados coletados.

Basicamente, a empresa precisa disponibilizar mecanismos para que o titular compreenda como seus dados serão utilizados. A partir de agora os termos de uso ganham maior relevância e precisam estar mais claros, com punições explícitas contra eventuais descumprimentos dos termos.

A soberania também dá novos direitos ao usuário, que anteriormente não estavam tão claros, como a possibilidade de solicitar a alteração dos dados que ele tenha fornecido. Além disso, o usuário tem o direito de realizar a revogação dos dados, ou seja, a solicitação para que a empresa não possa mais fazer uso destas informações, e também a exclusão de dados, que é o direito que ele tem de solicitar que estes dados não sejam mais armazenados ou tratados pela sua empresa.

Quais são as punições previstas?

Os vazamentos de dados serão analisados pela ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) e avaliados de acordo com a gravidade de cada caso. As empresas e fornecedores serão obrigados a relatar os defeitos às autoridades assim que tomarem conhecimento dos mesmos, e não poderão mais esperar que os vazamentos sejam consertados antes de se tornarem públicos.
De acordo com cada situação, é recomendável que a empresa divulgue publicamente o vazamento, cobrando também uma multa proporcional. As consequências vão desde advertências até multa simples de 2% sobre o faturamento anual (até 50 milhões de reais) ou multas diárias, cujo valor não pode ultrapassar o citado acima.

Seguir a LGPD vai além de somente cumprir a lei e evitar multas e penalidades, é ter respeito e compromisso com seus clientes, demonstrando uma preocupação com a integridade dos seus dados, mostrar que sua empresa é séria e honesta.

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O impacto do setor de procurement no relacionamento com fornecedores

O Procurement nas empresas é motivo de destaque por suas estratégias que estão ressignificando o setor de compras. A forte relação com o desempenho eficaz da empresa, e um contato próximo com os seus custos são algumas de suas principais características. Avalia-se que em média 50% dos custos adquiridos pelas organizações são iniciados no setor de compras.

O Procurement vai muito além das atividades rotineiras de negociação e compra, ele busca integrar-se com etapas posteriores a esses processos. Consegue direcionar desde os melhores fornecedores, até uma análise de pós-compra. Além disso, internamente, engloba outros setores podendo facilitar o processo de produção da organização.

Uma das estratégias que vem contribuindo com as resoluções de problemas no Procurement é manter o bom relacionamento com os fornecedores, com a intenção de sempre averiguar todos os pontos que envolvem o problema, e identificar, junto ao fornecedor, quais soluções podem ser tomadas para que esse problema seja resolvido.

Para manter a parceria saudável e linear com os fornecedores, o Procurement tem criado a cultura de que “o problema em pauta não é apenas de um lado”, incentivando o trabalho em conjunto com todos os envolvidos, Fornecedores e Clientes, na resolução dos problemas.

Desta forma, é possível internalizar a situação para que todos possam trabalhar em equipe e encontrar uma saída que seja viável para ambas as partes. Mantém-se assim o bom relacionamento com o fornecedor, que se sente parte integrante da organização.

É por meio do cultivo de bons relacionamentos que conseguimos manter fornecedores e negociações que trazem benefícios para ambos os lados. Mantém-se a busca pela qualidade desde a contratação até processo final. É analisando todo o processo que concretizamos a eficiência do serviço contratado.

Dessa maneira, o Procurement pode contribuir na identificação e estabelecimento de estratégias que possam impactar diretamente a organização. Sempre fazendo uma análise do serviço e reportando o que pode ser melhorado, para que o alinhamento com os fornecedores tenha um crescimento de qualidade.

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O design sprint como potencializador de boas soluções

O Design Sprint é uma metodologia para desenvolver e testar soluções em até 5 dias, seguindo o fluxo abaixo:

Esse texto não tem como objetivo explicar a metodologia, porque isso você pode achar em qualquer lugar. Aqui separei os três pontos que mais me chamaram atenção durante a aplicação desse processo:

Não se contente com problemas superficiais

O primeiro dia do processo é totalmente focado no problema. Não é por acaso que toda a turma achou esse o mais difícil.

Instintivamente buscamos soluções. Não tem jeito: achamos que sabemos qual é o problema e vamos direto para as possíveis soluções. Durante esse dia percebi que não sabia nada sobre a definição de problemas e por isso minhas soluções sempre correm o risco de serem superficiais e, no fim de tudo, não resolver nada.

Na vida como empreendedor já me deparei muitas vezes com a falta de recursos para realizar um projeto, aumentar a equipe ou até equipar melhor a empresa. Nesse momento sempre tem alguém que chega com a ideia de pegar um empréstimo. A falta de dinheiro é um problema, o empréstimo é uma solução, mas será que isso vai de fato resolver O PROBLEMA?

Por que a empresa não tem recursos próprios para se equipar? Por que não estamos conseguindo fechar mais negócios? Por que os clientes que temos não estão pagando em dia? Por que não estão renovando os contratos? Por que? Essa é a pergunta que mais ouvimos durante todo o primeiro dia do Design Sprint e como isso é incomodo. Chega a dar dor de cabeça.

Começamos com os problemas mais simplistas do mundo: Falta dinheiro, o ticket médio é muito baixo ou o cliente não aceita pagar mais. Terminamos chegando à conclusão de que o nosso atendimento é falho, que não temos uma boa proposta de valor ou não sabemos calcular o valor do nosso produto. Saindo da superfície dos problemas e chegando a sua raiz podemos pensar em soluções que realmente vão resolve-los.

Comprometimento total com a solução proposta

No segundo dia, tudo gira em torno da solução. Em um momento, fazemos um brainstorm que é seguido por uma votação da solução que achamos mais adequada. Como numa boa democracia, a decisão escolhida não foi proposta (e geralmente não foi apoiada) por todos.

Uma vez eleita a forma com que vamos solucionar o problema, não há mais espaço para discussões sobre sua legitimidade. Toda a equipe deve abraçar e se comprometer com ela. Em ambientes cada vez mais competitivos e com vários “gênios” que acham que sabem tudo, essa é uma lição valiosa. Aprender que todos podem ter soluções válidas e que as suas próprias nem sempre serão as únicas ouvidas é de extrema importância. Tão importante quanto isso é desenvolver a habilidade de contribuir para o sucesso solução proposta por outros.

Tenha um “raciocínio visual”

Outro desafio do Design Sprint é fazer todo o processo (quase) sem escrever. Tirando o brainstorm, tudo é feito com desenhos. A definição do problema, a persona, a jornada do consumidor, o planejamento estratégico… tudo é feito sem se escrever uma palavra. Por mais difícil que pareça, essa característica da metodologia elimina um filtro natural que temos, deixando um pouco o nosso lado analítico e entrando cada vez mais no lúdico e criativo.

Essa abordagem é diferente para mim, que como a maioria dos gestores tem mania de escrever em tópicos tudo o que pensa. Mostra que existe outra forma de organizar, colocar no papel e explicar as ideias. Não acredito que possa ser aplicado em toda a situação, mas dentro da metodologia do Design Sprint essa é uma das ferramentas mais importantes para se chegar em resultados significativos.

Menção honrosa: Foco total

Sim, esse poderia até ser considerado um quarto ponto, mas na verdade não foi algo que me chamou muito a atenção, mas o fato dele existir dentro da metodologia diz muito sobre nossa falta de foco atual.

Aprendi com Renan Hannouche, CDO da Hostdime no Brasil, que o celular deve ficar no bolso em qualquer reunião, a não ser que ele faça parte da conversa. Anotações? Use um caderno, tablet ou notebook, mas nunca dê a impressão de que você pode estar vendo ou respondendo alguma mensagem enquanto está com um cliente, parceiro ou com sua equipe.

Um dos pontos chave do Design Sprint é o compromisso de não olhar o celular e bloquear a agenda durante os períodos de imersão. Por mais surreal que possa parecer passar 4 ou 5 horas sem conferir o celular, é possível sim. Isso vai ajudar a manter todos presentes e focados em encontrar problemas e propor soluções.

Voltando à dica do Renan, manter a cabeça nas reuniões e compromissos do nosso dia vai fazer com que eles sejam mais produtivos e gerem melhores resultados.

Como falei no começo, esse não é um texto para detalhar os pontos do Design Sprint, muito menos para explicar como você pode aplica-lo na sua empresa. Esse texto busca comentar um pouco sobre esses três pontos e mostrar que talvez você não esteja “cavando” o suficiente para chegar ao centro dos seus problemas (ou dos problemas que busca resolver com seu produto/serviço). Também busca provocar que talvez você não esteja se comprometendo totalmente com as soluções propostas pelos seus sócios ou colegas de trabalho por orgulho ou por não querer aceitar que o outro pode ter as respostas que você ainda não tem.

Por último quero propor que você esteja aberto a testar outras formas de pensar e desenvolver ideias. Adotar novas abordagens pode criar uma dinâmica de muita colaboração isso leva a resultados surpreendentemente bons.

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O que são processos empresariais e por que sua empresa precisa deles?

Tudo o que envolve ações e atividades continuadas, compõe um processo. Seja ele executado por uma pessoa, por um grupo de pessoas, por diversos grupos de pessoas ou por máquinas. Porém, é no meio empresarial que esse termo é amplamente utilizado, então, podemos de início definir “processo” como continuidade de fatos ou operações em sequência, que apresentam determinado padrão ou se repetem com certa regularidade. No meio empresarial podemos chamar estes processos de processos empresariais.

De forma a entender melhor suas as ramificações, costuma-se separá-los os em três:

  • Processo de negócios
  • Processos organizacionais
  • Processos gerenciais.


Vamos descomplicar eles:

O processo de negócios, diz respeito à essência da empresa, ou seja, àquilo que é o core business (negócio principal). Por exemplo, em uma montadora de carros, o seu processo de negócio é a montagem de carros. Este primeiro processo é diretamente ligado ao cliente, e por isto sua tamanha importância, podendo este ser a produção, embalagem, entrega ou até mesmo um outro processo.

Contudo, o processo de negócios sozinho não mantém uma empresa funcionando. E é diante disso que surgem os processos organizacionais —que não estão diretamente atrelados ao processo de negócio. Os processos organizacionais dão suporte aos processos primários, através de uma espécie de serviços de apoio, a exemplo da gestão de estoques ou a gestão de recursos humanos, onde estes processos são necessários para que a empresa sobreviva, mesmo que não estejam diretamente ligados aos clientes.

Por fim, os processos gerenciais são responsáveis pela organização e coordenação do processo primário e dos processos de apoio, buscando que ambos funcionem com efetividade máxima. Ou seja, os processos gerenciais trabalham com a medição, monitoramento e controle das atividades da organização, para garantir que as metas estipuladas sejam alcançadas, buscando se aproximar dos objetivos estratégicos da empresa.

Diante da apresentação dos três tipos de processos empresariais, fica evidente a necessidade de que todos os três sejam trabalhados em sinergia ,para que a empresa cumpra o seu objetivo maior: Crescer! Logo, a gestão de processos aparece como uma ferramenta poderosa na busca por melhores resultados para a sua organização.

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Costumer Success – muito além das plataformas de criação

O termo é conhecido dentro de vários nichos. Costumer Success = Sucesso do Cliente. É trazer para o centro estratégico do negócio as necessidades do público. Desde áreas do comercial até o atendimento ao cliente, fidelização e até mesmo desenvolvimento de aplicativos, o objetivo é sempre encontrar formas mais práticas em que os clientes utilizarão seus serviços.

Porém, o conceito precisa estar atrelado ao DNA da empresa como um todo. Nos setores que lidam de forma direta, mas também os que indiretamente estão ligados ao cliente.

Numa empresa de telecomunicações, por exemplo, onde o costumer sucess pode estar muito atrelado ao suporte e atendimento, o setor financeiro pode perceber uma demanda nas entregas ou no próprio faturamento do cliente e orientá-lo a fazer de uma maneira mais eficaz; mesmo que essa ação não faça parte do contrato de prestação de serviço. A antecipação ao problema do cliente aumentam as chances de renovação de contrato por satisfação.

As maneiras que as empresas podem prever os desafios são inúmeras. Porém, para que mais setores possam se antecipar às necessidades dos clientes, o conceito precisa ser implementado em toda estrutura empresarial, dando o sentido de exclusividade ao cliente e de alto grau de importância